| Sigur Rós @ Campo Pequeno |
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Review Sigur Rós - Campo Pequeno - Fotos Depois do concerto de apresentação de Takk… em 2006, um concerto que encheu o Pavilhão Atlântico com o frio islandês, em pleno Verão, os Sigur Rós voltam da terra do gelo para a apresentação do recém lançado Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust, possivelmente o álbum mais feliz de todo o reportório. A primeira parte ficou a cargo dos For a Minor Reflection, também eles islandeses. Um quarteto potente, de um post-rock agressivo que nos premiou o Campo Pequeno com 4 pequenas grandes músicas tocadas num constante frenesim por parte de todos os elementos. Quem não conhece a língua dos anjos, teria alguma dificuldade em cantarolar com os cabeça de cartaz, no entanto isso não foi impedimento para o público que assistia a uma das maiores bandas da cena post-rock experimental desta época. Os Sigur Rós sobem ao palco, aparentemente contentes por ali estarem, e começam a teclar as primeiras notas da lendária "Svefn-G-Englar", onde Jón Þór Birgisson exibiu o seu arco pela primeira vez em dois anos. Seguiu-se "Ný Batteri", e assim arrumaram um dos melhores álbuns da sua carreira, Ágætis Byrjun. Já se faziam sentir lágrimas, e eles só agora tinham começado. Depois de introduzidas então duas das novas gravações, "Fljótavík" e "Við Spilum Endalaust", regressamos a 2005 com "Hoppípolla" e "Með blóðnasir" onde Kjartan Sveinsson continuava a mostrar o seu jeito para o piano de uma forma bastante elegante. O público, possivelmente nada habituado à ondulatoriedade das músicas dentro do estilo, explodia em palmas e gritos, uma reacção absolutamente desnecessária. A tensão dos Sigur Rós é boa de conter, e o silêncio também é uma forma de expressão, além de que teriam tempo de se tornar participativos na seguinte música - e foi o que fizeram. Jón abandonou a timidez que o caracterizava anteriormente e convidou o público a participar em "Inní Mér Syngur Vitleysingur", e o público contribuiu com as suas palmas a acompanhar mestrias de xilofone. Acabada a festa, e de passagem mais uma vez por Takk… através de "Sæglópur", entramos num mundo sem nome e ainda mais incompreensível. Puxam pela "Untitled 6" (ou E-Bow para aqueles que aprofundam a cultura) de ( ), onde Jón inventa uma nova língua, Vonlenska (comummente traduzido como Hopelandic) e entoa com voz dócil 8 canções sem título. Também aqui o Campo Pequeno se achou poliglota e bamboleava qualquer coisa que se parecesse com o que ouviam. Festival foi das poucas palavras inglesas que se ouviu no recinto antes de passarmos por Von, em que George Holm trata o seu baixo com uma baqueta, ouve-se "Háfssol", também constante de Hvarf-Heim, dois CDs lançados ao mesmo tempo que o DVD da banda. Juntam-se todos de volta das teclas, de madeira e metal, antes de os For a Minor Reflection entram em palco de novo, munidos de tambores característicos da terra natal para a seguinte "Gobbledigook". Alegria de tambores e de acústica, o público é banhado por fitas de cor naquela que é a música mais feliz dos islandeses. Falemos de encores. Os quatro meninos voltam ao palco e ouve-se "All Alright", a única música que fazem em inglês antes de "Glósóli", onde Orri Páll Dýrason começa a aquecer a bateria para a seguinte Untitled 8 (Popplagiδ) que tornou todo o concerto em braços, um final em jeito de cópia do último concerto e que lhes ficou lindamente. Excluindo os momentos arruinados pela demasiada euforia dos presentes, o balanço é positivo. Quanto aos islandeses: uma constante pele de galinha. Raquel Silva
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